― 02 de março de 2012

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Arte Geral no espetáculo Momix

― 25 de outubro de 2010

Alunos e professores do Instituto Arte Geral estão em contagem regressiva: nesta quarta-feira, 27 de outubro, eles vão assistir ao espetáculo do Grupo Momix, uma das maiores companhias de dança do mundo.

O Arte Geral foi a instituição de Curitiba selecionada para receber 40 ingressos destinados a entidades sociais. A iniciativa é da Ambivium Eventos Culturais Ltda., empresa responsável pela turnê do grupo.

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, cedeu um ônibus especialmente para o deslocamento das crianças (maiores de 12 anos) e adolescentes, que, acompanhados de representantes da ONG, saem juntos do CRAS do Tatuquara, sede do Arte Geral, para o Teatro Positivo, onde será a apresentação, que tem dois atos e 120 minutos de duração.

Criado há 30 anos pelo visionário coreógrafo Moses Pendleton, o MOMIX mistura dança, teatro e acrobacia com efeitos visuais hipnotizantes. Seu mais recente espetáculo, Botanica, estréia em Curitiba depois de ser aclamado nos Estados Unidos e em diversos países da Europa.

O jogo de luzes e sombras, a combinação de cenários, projeções e adereços, somados à beleza dos 10 bailarinos-acrobatas alcançam um ápice neste espetáculo. É um manifesto em prol do equilíbrio do ecossistema. Além das plantas e animais em versões oníricas, criaturas estranhas – como o esqueleto de um animal pré-histórico – ganham vida e dão um tom ainda mais fantástico ao espetáculo

Assista a um trecho de Botanica aqui.

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Arte Geral recebe visita

― 30 de setembro de 2010

O sábado, dia 25 de setembro, foi movimentado no Arte Geral. É que alunos do 2º período do curso de Bacharelado em Educação Física, da UTFPR, visitaram a instituição. Além de assistirem às aulas e conhecerem o funcionamento da ONG, conversaram com os voluntários e interagiram com as crianças.

Tamires Dantas de Queiroz, uma das estudantes, destacou a importância do trabalho do instituto. “É essencial que seja realizado com crianças, pois elas são o nosso futuro”. Ela conta que além do interesse e atenção dos pequenos durante os exercícios, uma característica que chamou a atenção de todos foi a dedicação dos voluntários. “Os profissionais, de fato, amam estar com as crianças, cada um do seu jeito, um trabalho que realizam de coração”.

Como não podia deixar de ser, Tamires e os colegas perceberam um detalhe comum aos alunos do Arte Geral. E ela resume: “só de falar a palavra “apresentação” os olhos deles brilham”.

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John Lennon, um brasileiro

― 05 de setembro de 2010

A mãe de John Lennon era fã de Michael Jackson. Quando lhe nasceu o primeiro filho, não pensou duas vezes: deu-lhe o nome do inventor do moonwalk, do cantor de “Thriller”, do rei do pop. Segundo consta, ficou sem estrela para dar ao rebento seguinte. Alguém lhe soprou no ouvido como se chamava o beatle mais famoso e “que tal?” Deve ter gostado. Assim foi.

A mulher, que pena, abandonou os meninos ainda miúdos, na casa da avó Maria Francisca. Nunca mais se soube. Dia desses, uma tia jurou tê-la visto no centro, correu-lhe atrás, até que a perdeu de vista numa ruela de paralelepípedos. De Michael Jackson, nada sei. Quanto a John, cresceu sem Paul, sem George nem Ringo. Mas por ora passa bem, obrigado.

O moleque soma 18 anos, cursa Educação de Jovens e Adultos, o EJA, na Escola Pompília Lopes dos Santos, e ganha R$ 750 como carregador. É um dos 50 mil moraadores do distante Tatuquara, onde é famoso qual o quê. Mas não por ser o John Lennon da periferia, um John que ele mal sabe quem foi. Por lá, chamam-no de “Pirata”, em alusão a um olho atrofiado de nascença. Aplaudem e urram quando ele dança break. É dos bons, diz-se, e faz bonito até no piso de mármore do Shopping Itália, onde só fera se cria.

O Pirata John é leve e pequeno – são 60 quilos escondidos nas roupas GG de calçudo, boné para trás e tênis branco luzindo. Quando rodopia, pescoço grudado no chão, dá 30 voltas sem parar, uhu, deixando-nos boquiabertos. Levanta-se risonho, às passadinhas, sem pinta de dor no punho sempre enfaixado.

Não dança sozinho. Tem a seu lado os primos Marcelo Ribeiro dos Santos, 17, e o ex-pagodeiro Emerson Batista dos Santos, 21, com os quais desde 2008 forma um trio de B-Boys. Descobriram-se numa roda de hip-hop no Colégio Guilherme Maranhão, logo ali. Nunca mais se largaram. Os Santos viraram os anjos de John. Chamam-no de flavor, no sentido de “original”, e o ajudam a sonhar com campeonatos internacionais, Battle of the Year, Red Bull BC One.

Em janeiro deste ano, Marcelo, Emerson and John decidiram ir a Mandirituba, fazer retiro da Comunidade Alcance. Entraram garotos perdidos, como dizem, saíram os “certinhos” do Tatuquara. Não tem mais cigarro, nem bebida, nem balada, nem vadiagem. E procuram boa moça, da igreja, para casar. Nas horas vagas, breakdancers de cepa, acabam-se no freeze, no looking e no popping. Se você como eu, não sabe ao certo do que se trata, pense num corpo todo travado e equilibrado em cima de um braço. É mais ou menos isso.

Fim de semana é fazer show – com nunca mais de quatro minutos – ora nas quadras escuras do bairro, no programa Bola Cheia, na igreja Bola de Neve. Depois é puxar conversa, dizer “eu era da rua” e “quando eu estava no mundo”, pregar contra as drogas, alertar os manos para que encham a cabeça, mas não de cachaça.

Até agora, calculam que não tiraram ninguém da “vida loca”, mas seguem tentando, que isso é tarefa vinda dos céus, amém. “Você já ouviu falar das gangues americanas? Pois é…”, principia Marcelo a nossa conversa. Escuto o que diz o B-Boy, vizinho do Marly Modas, de frente para uma ribanceira empoeirada. Minha alma morna e o corpo fora de forma agradecem.

Dia desses, um ressentido qualquer gritou para o John no pátio da escola: “Hei, mano, onde é que você pensa que vai chegar se arrastando pelo chão?” Nem deu pelotas. Rodopiou, dobrou-se feito borracha, fez power movie, salto mortal e deixou a turma de queixo caído. “Dance for good”, repete. “Para o break, manos, é preciso coragem.”

A criançadinha vibrou, como se tivesse ganho algodão doce. Há entre eles quem queira ser John Lennon quando crescer, fazer parte de uma sypher – a roda dos B-Boys – e ter amigos como Emerson e Marcelo. Emerson quer ser professor de Educação Física. Marcelo adoraria trabalhar na Polícia Federal. Já Pirata quer estudar Direito e aprender inglês. Promete saber algo mais sobre John Lennon, o músico: lhe disseram que o cara era legal. Imagine.

Foto: Hugo Harada
Arte: Felipe Lima

Publicado na Gazeta do Povo de 03/09/2010
Coluna de José Carlos Fernandes

(O “Pirata”dança break todo sábado no Arte Geral)

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HIP HOP no segundo semestre

― 16 de agosto de 2010


No sábado, dia 14 de agosto, reiniciaram as aulas no instituto. Depois de muito ensaio e de uma apresentação que foi sucesso absoluto, a novidade agora são as aulas de Hip Hop, oferecidas pelo grupo Beat Boys Freestyle Crew, em parceria com o Arte Geral. Ministradas pelo professor Emerson dos Santos, a proposta é divulgar á cultura hip hop, promover a autoestima, e ampliar e melhorar a convivência dos participantes.

O grupo começou as aulas em junho, ainda no primeiro semestre, mas como o espetáculo e as férias estavam chegando, a atividade ainda não estava totalmente

Para participar das aulas, é necessário se inscrever no Arte Geral. As aulas são aos sábados e é necessário ter pelo menos 12 anos de idade.

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